Corumbá espera receber 1.5 mil turistas este mês

Corumbá cpmeça a receber um grande número de turistas atraídos pelo pesque e solte

Corumbá cpmeça a receber um grande número de turistas atraídos pelo pesque e solte

A pesca esportiva foi aberta nesta terça-feira (1º) na calha do Rio Paraguai e a expectativa da Fundação de Cultura e Turismo do Pantanal é receber cerca de 1,5 mil turistas em Corumbá durante todo o mês de fevereiro para a prática do pesque e solte, modalidade que ganha cada vez mais adeptos na região.

“A expectativa é a melhor possível. Já estamos com cerca 20 pacotes fechados para o período, o que representa um aumento significativo em relação ao ano passado”, comemora Joice Carla Santana Marques, presidente da Associação Corumbaense das Empresas Regionais de Turismo (ACERT). Ela salienta que a prática está ganhando cada vez mais adeptos na região pantaneira, resultado de um trabalho desenvolvido nos últimos anos. “A tendência é aumentar mais ainda, principalmente pelo fato de que o pesque e solte está sendo visto de outra forma”, acrescenta.

Regras

O pesque e solte vigora na região pantaneira desde 2004. A prática é exclusiva na calha do Rio Paraguai e exige regras específicas, como a necessidade da licença e equipamentos apropriados, linha de mão, caniço, molinete, carretilha, anzol e iscas vivas ou artificiais. Está sendo alvo de estudos científicos constantes, principalmente por parte da Embrapa Pantanal, Ibama e da Fundação de Cultura e Turismo local.

Segundo a bióloga Débora Karla Silvestre Marques, pesquisadora da Embrapa Pantanal, o pescador deve ficar atendo aos procedimentos corretos para avaliar a efetividade desta prática de manejo, visando a conservação dos estoques pesqueiros. Um dos cuidados se refere justamente na hora de fisgar o peixe. “Submetê-lo a uma briga longa pode levá-lo a um nível muito alto de estresse e até mesmo causar alguma lesão que resultará na morte”, diz.

O pesque e solte precisa ser feito seguindo algumas regras para que o peixe, ao retornar ao seu ambiente, tenha garantida a sua sobrevivência. Um dos procedimentos, conforme a pesquisadora, está relacionado ao anzol, que deve ser sem farpas. Além disso, ao fisgar o peixe, evite ‘brigas’ demorada, para evitar que ele fique estressado, o que o torna mais suscetível a predação e a doenças, bem como mantê-lo o menor tempo possível fora da água. Outra orientação é para que o pescador evite colocar o peixe na posição vertical, para não causar lesões na coluna ou nos órgãos internos.

Débora explica que a posição correta é a horizontal e a soltura deve ser feita lentamente, evitando arremessá-lo à água, o que pode causar lesões no corpo do peixe. Orienta que, neste caso, o pescador deve colocar o peixe na água, apoiando-o com as mãos por baixo do corpo para que se recupere lentamente, evitando inclusive o movimento de vai-e-vem dentro da água, que pode comprometer a respiração e o equilíbrio do peixe.

Fonte: Correio do Estado

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