Viajando para pescar em Florianópolis e Fortaleza

Embora não pareça, um dos tipos de turismo mais comuns no Brasil é o turismo de pesca, que representa, principalmente para os homens, o que o turismo de compras representa para as mulheres. Como água é o que não falta no nosso país, tanto salgada quanto doce, as opções de turismo de pesca parecem infindáveis. Nesse post vamos falar de duas cidades que são mais procuradas por outros motivos, mas que também são ideais para uma boa e relaxante pescaria: Florianópolis, em Santa Catarina, e Fortaleza, capital do Ceará.

Muitos pescadores, principalmente em rios de água doce, gostam de viajar para ficar hospedados, sem muito conforto, nos grandes barcos que viajam justamente para a prática da pesca esportiva. No caso de cidades litorâneas, contudo, garantir a reservar do hotel é o melhor a se fazer, mesmo porque não existem muitas opções de navegações que saem para a prática e retornam só alguns dias depois. Nesse caso, procure por hotéis baratos em Fortaleza, ou por um bom hotel Florianópolis que fiquem próximos ao local de onde a empresa escolhida para o monitoramento da pesca saia com suas embarcações. Ambas as cidades são grandes e perder tempo no caminho pode ser fatal para o passeio, principalmente para quem acorda super cedo no intuito de tirar o melhor da atividade dos peixes em alto mar.

Em Florianópolis, existe dois tipos de pesca esportiva: a pesca costeira e a oceânica. A pesca costeira tem foco em três principais peixes, anchovas, olhetes e garoupas, e as empresas que prestam o serviço de levar os pescadores ao local utilizam iscas artificiais para a prática – já que o objetivo é pescar, tirar a foto e devolver o peixe ao mar. Existe uma cota permitida de peixes para levar para casa, estabelecida pelo Ibama, que não inclui as garoupas: em Florianópolis elas não podem ser abatidas. São geralmente dez horas de prática de pesca costeira e as embarcações com geralmente três pescadores saem às 7h da manhã da orla. Já a pesca oceânica, modalidade pouco difundida, desbrava o potencial pesqueiro das águas catarinenses para peixes como dourado, atuns, cavalas e peixes-de-bico, entre outros. A boa temporada para esse tipo de pesca, também feito com iscas artificiais, é a época de clima quente, basicamente de novembro a abril de cada ano. Os embarques em Florianópolis para esse tipo de pesca geralmente acontecem às 6h e também duram 10 horas, voltando sempre às 16h para o local de partida. Para esse tipo de pesca também é necessário respeitar o limite imposto pelo Ibama para peixes que podem ser levados para casa. Os demais devem ser devolvidos ao mar.

Já em Fortaleza as melhores opções de pesca são as que envolvem mergulho – o que deve ser feito sempre acompanhado de um monitor especializado no esporte e, principalmente, na área escolhida para a prática. Os paredões da Praia de Iracema e os quebra-mares são perfeitos para quem está se iniciando no esporte. Quem já tem certa prática pode procurar pela pesca na região do Titanzinho, que é mais fundo e precisa de mais experiência para ser desbravado. A orla de Fortaleza é cheia de peixes, mas as águas ainda não são tão limpas e os ventos são muito duros em algumas regiões da capital. Para quem vai fazer turismo de pesca pelo Ceará o melhor a se fazer é pesquisar por empresas credenciadas que prestem esse serviço, já que nada pode ser mais traiçoeira – apesar da intensa beleza – do que a força da natureza. Procure viajar acompanhado para esse tipo de divertimento e sempre tenha a seu lado alguém com mais experiência nessa área do que você. No mais, uma boa pesca!

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